terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Texto escrito por minha filha na aula de sociologia

JARDIM
Sempre pensei que meu jardim fosse horroroso, sem vida, sem graça. Mas uma grande amiga falou: " Não, seu jardim tem vida e é bonito". Já estava pensando em destruí-lo; em destruir as sementes que um dia iriam florir esse lindo jardim. Flores de sonhos e as mais belas flores do aprendizado e da amizade.
Mas, por enquanto, meu jardim só tem a terra arada para receber as sementes e uma grande árvore, que , por sinal, é a única que é eterna, a árvore da família.
E o nome desse jardim é vida, ela pode parecer acabada mas sempre haverá alguém para ajudar a refazê-la.
Aída Gumes Fernandes


Chorei , claro.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Soneto da separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes