sábado, 14 de dezembro de 2013

Poemeto nº 20

A razão do ponto ser mesmo um ponto único
a mim não cabe, nem satisfaz.
Tenho dois, em duas partes
Na mente, no coração e nela mesma.
Então...são três!
Cada um o toca de um jeito e de qualquer forma.
Maravilhoso
Profundo
Torturante...
Um gê de amor
Um gê de tesão
Um gê anatômico...
Só há pouco percebi
como as coincidências teimam em existir.
Um gê de cada jeito
com instrumentos longos e finos,
ou curtos e grossos,
ou ásperos e lisos.
Apenas toques...
No fim...ufa!
Para que tanta letra e tanta conta?
Gozo apenas, suo e urro
Solto o bicho e desfaleço
Vivo e renasço em e a cada um
Apenas...

Poemeto nº 19

Cheiro de água
Cor do vento
Lua de dia
Sol de noite
Folha azul
Manto verde
Pista vazia
Tudo possível
Entender o porque
Sem saber como
Amar o dia
Só por ele existir
Sábado é assim
Meio sexta
Meio domingo
Intermédio de prazer
Gostoso o bastante
Metáfora real
Antítese trocada
Inteiro e bom
Sábado é assim
Tem cheiro de vó...

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Poemeto nº 18

Vazio, cria infinito
Li isso em algum lugar
Há que ter espaços vazios para que
A criação aconteça
Então ser um conjunto vazio
Não é demérito
É graça
E até dizendo besteira
Ele consegue me fazer crescer
Sei que não sou vazia
Sei que não sou nada
Sei também que o nada dói
Então existe
E a cada preenchimento deixo de ser vazia
Ou não
Ou a vã filosofia
Explica ao contrário
Como começar um jogo de xadrez pela queda do rei?
Como diria um matemático antigo
Ser vazio é o que há entre o oito e o nove
 então não há vazio
a álgebra explica
se matematicamente não há prova
emocionalmente pior ainda
o vazio é feito para ser preenchido
é quase erótico
uma cavidade sempre pronta
um ser sempre pronto a receber
a amar
sem mágoa ou ressentimento
ser vazio é isso
poder caber
poder doar espaço
poder acolher
é isso
existir sem ferir
viver sem ocupar
ser nada e suportar
o peso do mundo sem chorar
é isso
ser vazio
empty
niente
nothing
nada
ser apenas.

ABC

Linda
Linda vermelha
Púrpura
Delicada
Decidida...
Demorada
Certeira, lilás
Como flor-de-lis
Como jasmim
Como qualquer flor
Como todo amor
Lépida, sagaz
Bela e voraz
Amar é seu destino
Cuidar é sua sina
Bela dama
Bela alma
Bela menina


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Esses dois...

365 dias se passaram
E ainda não agradeci o necessário
Presentes divinos ganhei
Dois corações
Um
Cheio de amizade
Outro
Cheio de tudo
Um
Prestativo e presente
Outro
Pleno e ausente
Os dois me preencheram
De formas desiguais
Mas de toda maneira
Abriram canais
Com dor
Sem dor
Com sorrisos
Com lágrimas
Com sons maviosos
Com toques maviosos
Com companhia
Com conversa
Com coração
Com pensamento
Com nostalgia
Com vanguarda
Com tanta coisa
Que esse ano não coube
E
Abençoada como me sinto
Pressinto mais tempo
De amor
E companhia
De suor
E alegria
De música
e folia
de lágrimas de euforia
Grata sou
Ao Criador
Pois se sou merecedora
Desses dois
Posso agora ir
Feliz
A qualquer lugar
A qualquer tempo
Em qualquer circunstância

Sem sofrimento...

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Poemeto nº 15

Fechei os olhos e
dei o melhor de mim
dentro da cicatriz.
Foi como estar
dentro de um gel
flutuando sem apoio
numa bolha brilhante.
A sensação de solidão
o silêncio devastador
a agonia do sufocamento.
Dentro da cicatriz
a mágoa se forma
o medo se acopla
a traição acontece.
Na cicatriz escorregadia
os temores tomam forma
e quanto mais me debatia
mais sufocava
o gel penetrava a garganta
tirando qualquer possibilidade de respiro.
As mãos não alcançavam nenhuma ranhura
até que no fim de algum poço
a bolha toca
e estoura
e descubro que posso sobreviver
nadar na direção das outras bolhas formadas
e respirar.
A luta é árdua
o nado é difícil
os braços doem
os pulmões querem arrebentar
só a possibilidade de vida
me mantém em esforço.
A luz aumenta e percebo que estou perto
mais um impulso e chegarei à superfície
abro a boca em desespero
respiro a longos haustos
encho o peito de ar...
dentro de outra bolha maior
que não posso mensurar...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Poemeto nº 14

Luzes Olhos Encontro
Sorriso Desencontro Dança
Aprochego Beijo Delícia
Arrocho Pegada Tempo
Água Encontro Sorriso
Costas Volta Vamos
Fala...
Fala...
Fala...
Roubo-te?
Rouba-me?
Novo Gentil Forte
Fraco Sono Morte
Sorriso
Fala...
Fala...
Fala...
Tampa o oco
Recobre o descoberto
Acende outra chama
Rola na cama
Perturba a mente
Antes consciente
Joga fora ideias
Reduz a vida
Simplifica os conceitos
Arregala os olhos
E sorri
Vem lindeza
O mundo te espera!

Poemeto nº 13

Cerimônia, data
Preocupação, respeito?
Este demonstrado
Quase afogado
de um desejo reprimido
Escondido
Magoado

Bater de frente, assustar
Querer sair e libertar
Mas como?
Aguilhoado, amarrado
Preso em si
Medo atroz
Veloz
Algoz

Tempo, tempo, tempo
Orixá divino
Dono da certeza
Da incerteza
Que depende da beleza
Da verdade
Da crueldade
Da judiança
Da querelança
Da abastança

Ironia?
Judia, machuca
Provoca o id, o ego
Faz ruindade aparecer
Desata o desejo já atado
Termina como sempre
Em machucadura
Rachadura
Desesperança

A falta de coragem?
No vento faz festança
O medo do outro passa
Descobre que respira novamente
A dor amaina
E quando vê
Aquela que estava apenada
Aperreada, apeada
Aproveita a brisa,
e sábia
Avoa...

Poemeto nº 12

O bom e velho, velho
Sábio, bobo
Nervoso, cuidadoso
Abençoado com já disse antes
E belo...
Belo de coração
Despido de orgulho
Fez enxergar com outros olhos
A dor que achava que nunca passaria
Você é luz
Atrai mariposas
E algumas resistem, outras morrem
Ofuscadas talvez por um brilho que seria salvador
Fez compreender a verdadeira missão
De guia
De farol
De compromisso com a Terra
De palavrório que não pode ser em vão
Fez sentir-me amada
Você é querida, onde chega aglutina
Não tem noção da benquerança?
Arregala esse belo par de olhos e vê
Vê tudo que aprendeu e usa
Usa sua mente
Em benefício próprio e dos seus
O resto, o em volta, apenas a seguirá
Por amor, por sensação
Por creditude, por empatia
Fez amar de novo
Não um ícone ou um passado
Não um ser ou uma personalidade
Ama a todos
Dá-se a todos
Amor não se pesa, não se mensura
Espalha o sentimento que o Divino lhe entregou
Espanta a tristeza do seu olhar
Inebria com seu colar de marfim,
esse que brilha mais que o Sol
Faz com todos o que fez comigo
Faz te amar
Nem precisa de força
Basta amar
Como eu

domingo, 22 de setembro de 2013

Poemeto nº 11

Empurra!
Empurra o chão
Vai
Está quase lá
Você consegue
Já conseguiu tanto
Não são alguns metros
Ou qualquer dor
que te impedirão de fazer isso
Vai, não para
A dor passa
O cansaço já não existe
Vambora corpo
responde
sai do lugar
Olha lá
a luz!
Está chegando
felicidade inexplicável
a ladeira nem parece tão grande
outros vão ficando para trás
use-os como força
vai
empurra o chão
quadril, pode esquecer que não vou parar
suor salgado
gostoso
coxas tesas
luzes, subida
o fim
o portal aparece
o sorriso também
de volta finalmente
a dor passou
não tem nenhuma lágrima
está chegando
vai!
Empurra esse chão
e junto com ele
empurra sua vida para adiante
vive
respira
vai!!
Tão próximo
azul, quadrado
lindo
piscando
como seu futuro
tudo azul
quase lá
mais alguns passos
mais algumas dores
vai!
o chão vira o passado
pisar nele é aprender
não esquecer
só aproveitar a experiência
o conhecimento
e seguir adiante
VAI
olha para o alto e agradece
muito
por tudo
até por esse passado que não passa
olha vai, está a um metro
bonito demais
um número vai ficar para sempre na memória
o sorriso não desgruda
a vontade é pular e gritar
mas o aconselhamento é segurar
brilhar mas não ofuscar
respeitar o momento de cada um
alegrar-se com o seu e seguir
e esperar
e aguardar que o outro chegue
te alcance
e se abra
para o azul
para o ouro
para a vida
Vai, descansa
e amanhã
vai...

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Poemeto nº 10

Eita coração velho
Aguenta pedrada
De todo lado...
Mas aí resolve
olhar o passado.
E o que vê?
Cacos?
Não mais...
Só vê
a lembrança...
É a de um anjo
Que Deus mandou
para colar tudo.
Anjo travestido de homem
com cheiro de álcool
com olhar de lobo
com coração de cordeiro
e alma de pura pureza,
com certeza.
Veio manso
com voz lenitiva
mão amiga
abraço forte.
Orgulhoso e mascarado.
Com o tempo,
tudo compreendi.
E aquele que parecia
um poço de vaidade.
surgiu como uma deidade
e juntou tudo.
Quando percebi
estava colada,
reparada,
não mais bipartida,
pronta para ser amada.
Ele,
premeditadamente,
por duas vezes voou,
para que minha casca endurecesse
e eu aprendesse a voar.
Mas
no último encontro
um milagre veio à tona
e talvez a recordação
tenha fê-lo olhar o próprio passado...
De anjo decaído...
E foi.
Voou.
Voa meu anjo.
Ama.
Cura.
Vive.
Mas não se esqueça que asas me deu.
E aprendi a voar.
Não chorei com sua partida,
só assustei.
Amo-te,
Anjo,
Vai.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Aquele ou aquilo

Quando no início
a inocência não o deixou ver
o amor latente,
aceitar era o único jeito...
Seguir a vida
só com lembranças,
viver ou fingir viver,
ter anos de claustro
e quando a pena acabou,
respirar e avistar,
aquele ou aquilo,
que sempre acreditou
ser o exato,
o certo.
Exultar com a presença,
Extasiar o espírito,
aquele que fecharia o ângulo,
aquilo que esperava existir.
Conspirou o universo
e trouxe de volta
de uma só vez
o amor
e a esperança.
Contrariando todos os ditados
ela, a esperança
morreu,
sucumbiu derrotista
e aquele ou aquilo
que tanto sopro trouxera
foi abafado,
apagado...
Dor e vazio deixados
no corpo a sensação de corte,
arrancar de um ser
os sentimentos restantes,
fazer como nos tempos obscuros,
violentar uma semente germinada
e fazer esse de cá
acreditar ser e ter nada
acreditar que novamente
foi cuspido,
devolvido
Complicada a situação
para aquela que encontrava-se na razão
que controlava a emoção,
perdeu o chão,
o brilho
e o sorriso,
antes eterno,
ressurgido limpo e fresco
do tempo da imaturidade,
agora, relutantemente
fechado
não passando de um esgar.
Aquele ou aquilo
também culpa não tem
pois apenas cedeu
a própria natureza,
póstuma,
com certeza.

domingo, 8 de setembro de 2013

Ah...Domingo à tarde...

Antes um celeiro de descobertas
 ou preguiças
ou conversas
Agora um passar de horas
que tão ruim
não chega ao fim
Antes uma diversão quente
ardente
malemolente
Agora um dissabor
uma lembrança
um agror
Antes a expectativa
a espera
o calor
Agora a descrença
a desesperança
a dor
Ahn...domingo a tarde...
tão gostoso quanto sorvete
tão cheiroso quanto alfazema
agora
nem tão doce
nem tão suave
Só...somente
http://www.vagalume.com.br/um-amor-para-recordar/only-hope-traducao.html

sábado, 7 de setembro de 2013

Poemeto nº 9

Arrebentou a represa
De concreto armado
Amado, sei lá
Uma palavra
Que tanto queria ouvir
Foi a mesma que rachou
Explodiu
Ecoou
Escoou
Saiu e vazou
Não pôde suportar
Tanto tempo
Fincada
Segura
Certa da certeza
Cheia de pompa
Seguia firme
Egoísta, às vezes
Não dava vazão
Àquilo que necessário era
Orgulhosa, sempre
Suponhando suposta sua
fortaleza
Quebrou
Estilhaçou
E o medo, Velho conhecido
Aportou
Na beirada que sobrou
Para ver de perto
O estrago que causou
Quando ele mansamente
chegou
E desapercebidamente adentrou
a parede da represa que rachou
Medo medonho
Raiva incontida
Velha e triste
Pensada morta
Avivada e torta
Engraçado como a racha
Nos dois sentidos da palavra
Provocou o ocorrido
E a represa já e sempre desastrada
Como dantes, sucumbiu
Dessa vez perdendo
Talvez
A derradeira liga
Que de antiga
A vontade e a fadiga
Já confundam o elemento
Não sabendo se o ligamento
Do cimento endurecido
Vai voltar a funcionar...
A represa, a racha e o cimento
Resolvem então
Deixar a água escoar
E lavar pela sua própria propriedade
Os restos da originária
Que cansada de segurar
O líquido Santo
Deixou que o medo  fortalecesse a racha
E endurecesse o cimento
E agora?
Cimento duro
Racha aberta
Represa quebrada
Só resta esperar
O medo retornar
A seu devido lugar
A represa sarar
A racha fechar
E o cimento emendar
E depois
Encher do transparente
Daquele que faz o ser, vivente
Que pode ser latente
E ter nome diferente
Pro cimento um irreverente
Pra racha um indiferente
E pra represa um significante
Porque como parte segura
Precisa estar firme
E brilhante
E refletir aquilo
Que todos querem ver
Sem se importar em saber
O querer
Daquela que detêm o poder


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Frases de um amigo

" A oração promove a reordenação das moléculas do universo".
" Quando o cristal do amor ou da amizade quebrar por falha de uma das partes, não há motivo para desespero...transforme os cacos em um lindo candelabro e ilumine tudo novamente!"
Em noite inspirada.

Poemeto nº 8

Já dizia algum sábio
que a vida é assim
o tempo avoa
e a gente também
avoa, porque fica abestado
pensando, esperando que aconteça
algo que realmente entristeça...
é...
se pegássemos a rédea dela
e tocássemos na direção certa
e reta
decerto ficaríamos mais alertas...
é...
mas se fosse fácil assim
graça ela não teria
e os erros de outrora
e os acertos de hoje
só seriam agonia...
é...
quando nós apeamos
desse trote louco
vemos que por tão pouco
não aconteceu o que desejávamos...
é...
um olhar esquecido
um sorriso não reconhecido
um abraço que não era amigo
e o mal vem vindo...
é...
difícil saber se é verdade
aquele amor que não parecia maldade
vir como chicote
e cortar abrindo fenda
e trucidar aquele mot
como se fosse apenas uma venda...
é...
outra parte chega e te acha de calça curta
crendo que a vida, agora dura
tivesse mandado um caminho melhor
e você segue, sem saber que seria pior
é...
a dor
o medo
a desilusão
a destruição
irremediável
o carregamento de uma culpa insana
que te faz acreditar que merece
toda aquela traquitana
é...
mas como o pai celestial
de tudo faz para que o filho aprenda
e evolua
e erga a crista
e pare de carregar a trouxa da vida
que não soube escolher,
abre novas portas
e novas janelas
e trás novas pessoas
e lava a alma
e tira o roxo
que marcava meu perispírito
e me faz acreditar
que ainda há caminho
que ainda tem jeito
que nem tudo foi perdido
e que nesse peito
ardido
dolorido
pisado
e esquecido
pode ressoar ainda
um belo som
um belo acorde
um arpejo que
mesmo sendo doído
recheia a mente de luz
e o coração de sopro
e a vida
ah... a vida...
essa a gente vai vivendo...
dessa vez num caminho...
não tão sozinho...
com o bater de vários corações
que também passaram
por várias portas e janelas
que também tem cicatrizes
que também tem medos
mas que também...
como o meu
continuam tentando
e caminhando
e sorrindo
e cantando
é...assim a vida é...


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Poemeto nº 7

Boca feroz
Macia, áspera
Faminta, ligeira
Travada, gostosa
Atrevida, pecaminosa
Sôfrega, insaciável
Cheirosa, barulhenta
Boca minha
Boca tua
Bocas nossas
Atadas, unidas
Sem tempo,
Sem razão
Só por ilusão
Boca molhada,
Apetitosa,
Gulosa,
Rabugenta,
Chorosa
Divina, abençoadda
Boca de caçapa
Que tudo que fala
Faça
Boca minha
Tesouro meu
Escondido como todo ouro deve ser
Vida minha
Sopro meu
Você é
Existe, respira
Lateja e ama
E apesar da transparência
Brilha tanto que ofusca
É tanto que dói
Fica
Boca quente
Boca sua
Boca tua
Boca...
Oca...
Cá...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Poemeto nº 6

Sabe a suavidade de um  pêssego,
lembra do cheiro de baunilha?
sabe duas almofadas, de espuma macia,
dois travesseiros?
sabe uma boca de borboleta,
que suga devagarinho?
sabe um vulcão, quente e que escorre?
sabe o pudim, com aquele gosto inesquecível?
sabe a maciez de uma pluma,
daquele que passa fazendo cosquinha?
sabe a delicadeza de um beijo,
com a impressão de que o tempo não passa?
sabe como se sente debaixo de água quente,
quando o corpo muda de cor?
sabe quando está cansada,
e toma um chá deitada?
sabe tudo isso,
em forma de outra pessoa?
eu sei...

domingo, 25 de agosto de 2013

Poemeto nº 5

Seu gozo é lindo,
animal, melado
Seu urro faz tremer a alma
deve ser olhado e degustado
Quando está chegando
Suas mãos tentam ainda
segurar o impossível
e rodeiam o membro teso
No afã de participar do impossível
O jorro é seguido de um quase kata
Movimentos coordenados
Olhos fechados
Respiração entrecortada
Quando nem uma uma última gota resta
Passo a mão pela sua testa
Ainda exudando suor
e pergunto se foi o melhor
Sem voz
Após esforço excessivo
Diz
Estou velho prá isso...
ah se soubesse
Que em minha mente surtada
Sofrida, machucada
Cada gozo visto
Retira uma ferida
Refaz um pedacinho
Envelhece um pouquinho
Ata o desatado
Ah senhor do meu corpo...
Domina o que resta da minha mente
E então morreremos a cada gozo sorridente
e viveremos a cada dia nascente
Essa morte delirante
Que incrivelmente
Transforma o fim em começo
O surto em susto
O poço em água quente
Vem moço... Que teimoso, vive tentando morrer
Urra de novo
E sempre...
E deixe que a morte nos pegue
Enquanto assisto
Enquanto goza
Vem moço
Esquece o tempo
Esquece o fim
Urra...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Poemeto nº 4

Wishes
Desires
Temptations
Is it really happening?
No...I wish...
But...yes, it is...
Why?
I don't know
Better..I do
Sorry, heart
This time was not yet...


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Texto maravilhoso do amigo Maurício Oliveira

É óbvio que Deus é uma força feminina arrebatadora! Só não o percebe aquele que nunca teve em seus braços a cálida e lânguida mulher tomada de êxtase, estilhaçada de amor e cujos olhos são a semente e a terra úmida que cria a vida e devora a morte. A profundeza medonha do olhar feminino em puro gozo desafia a magnificência da própria natureza. Em sua abissal plenitude não mais nos atormentam os mistérios da vida e da morte, contentamento e dor, destino e livre arbítrio. É nele que comunga o divino e o humano, a casa da imortalidade. É no júbilo do olhar da mulher em clímax que vislumbramos o céu se abrir e a criação inteira brilhar, o tremor de todas as terras, a pureza incorruptível do amor eterno, nem abençoado, perfeito ou divino, físico ou metafísico; nem infinito ou infinitesimal porque não conseguimos explicá-lo em tamanho ou virtude pois está além dos adjetivos e do conhecimento. Nesse momento feminil, nós homens devemos apenas testemunhar, resignados, apalermados e humilhados porque nunca seremos capazes de nos sentir como elas.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Poemeto nº 3

Canta prá mim, canta...
Canta no meu ouvido
Canta baixinho
Sussurra...
Lambe e cheira
Mas canta...
Meloso, blues
pop, rock
legião...
Canta, desafina
Mas canta
Desfia um rosário de notas
Sem sentido
Com harmonia
Sem  diapasão
Só com tesão
Ou melhor sol, lá, si com tesão
Desfia suas notas
desafia minha moquice
minha desmemoriada memória...
Tenta atingir
a emoção que já seca
não responde mais
Canta... canta...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cordel nº 2

Pela falta de apegamento
ela sofreu esmorecimento
digno de esclarecimento
Apois, o ocorrido era
pro dissabor dela
que o amor que ela alimentava
não tinha um nome,
ela chamava, ouvia
mas não era chamada do que queria.
Então, tentou, tentou
e achou uma montoeira de coisa bonita
que faria daquela vida
um chão bom de pisar...
e aí começou a desfiar...
Bem, cheirosa,
amada, gostosa,
anjo, filha,
amor, querida,
delícia de vida,
mas nunca aquela.
Tentou mais.
Xodó, pequena,
açucena
benquerança
e ela mantinha a esperança...
Amiga, parceira,
companheira,
Foguenta, paixão,
Lambuzeira.
Mina, cativa,
fascínio, doce
Mas como se ele não fosse.
Pela derradeira vez, tentou
e então chamou
Namorado, vem cá!
E ele veio
Falando, que foi ,namorada ?
Ela, desavisada
do sucesso da empreitada
sorriu e gemeu
ahnnn, Romeu...





Conto nº 5

Alto do Cristo...toda cidade do interior tem um, sempre no lugar mais alto, mais frio e mais isolado.. uma moto com duas pessoas chega a esse lugar...duas pessoas, um casal aparentemente jovem. Ela tira o capacete e seus cabelos longos começam a voar no vento cortante e gelado...os dois de roupa de couro, ela de saia, provavelmente uma meia de lã....ele tira o capacete e agarra-a pelo pescoço, começa um beijo longo e intenso, profundo, ela mal reage , a não ser quando noto suas mãos abrindo o zíper da calça dele, não demorou muito para que estivesse quase ajoelhada, numa ânsia de membro imensa...ele joga a cabeça para trás, num suspiro longo, há muito aquele encontro não acontecia, a adolescência já ia longe, aqueles encontros armados pelos outros primos, fuga dos pais e tios, beira do rio, cavalos e sarros quentes à tarde, bons tempos aqueles...mas esses de agora eram melhores, a saudade e a experiência faziam da boca da prima uma máquina de sugar deliciosa. Não aguentando mais a virou de costas e rasgou a meia, a moto era o apoio, a penetração foi rápida e o vai-e-vem também, logo veio o primeiro gozo...só o primeiro, depois de algumas risadas pela meia rasgada foi a vez dele... chupar a cona toda melada e com o próprio gosto, ela deitada sobre o tanque , pernas escancaradas e escorridas, dedos, língua, tudo molhado, urros, gozos e frio, muito frio...é...o fôlego até que dava para a terceira, mas o ar gelado não deixaria...uma última exploração achou dois bicos de seio  tão duros que doíam, não se sabe por frio ou tesão, chupados e mordidos...bocas que iam e viam, sorrisos, lembranças...então, ajeitaram-se e subiram na moto, sem capacete foram embora, ainda sorrindo, na certa imaginando como explicar à família seu sumiço da festa...

sábado, 10 de agosto de 2013

Poemeto nº2

Ser e não ter
Sentir e explodir
Amar e sufocar
Não ter nome
Somente esperar
Armar sem perceber
Invejar o passado
Isso é ser nada

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Tatuagens

Eu tenho algumas tatuagens.
Uma de henna
Velha, bolorenta, mofada,
Bonita mas falsa.
Essa eu tenho que esquecer.
Uma verde
daquelas de prisão,
contorno borrado, desenho indefinido,
deixou marcas maiores
do que sua real importância.
Essa eu tenho que apagar.
Uma de university, azul,
americana, mineira, sei lá
linda,
dolorida igual a um teste de fraternidade.
Essa eu adoro.
Uma feita a fogo,
de dragão, vermelha,
com cheiro de livro novo,
viciante,
livro velho,
com ácaro, mas deliciosamente conhecido,
pura paixão,
desejo.
Essa eu amo.
Uma de caveira, risonha
amorosa,carinhosa,
belíssima e saudosa.
Essa eu guardo.
Uma feita rápido
sem dor
com gosto de beijo
que virou mão.
Essa eu conservo.
Uma feita de batom,
bastou passar a mão para tirar,
nem sujo deixou.
Essa, hein?
Uma feita de vento, frio, velocidade,
familiar e arteira.
Essa eu tenho.
Uma feito bracelete,
devolveu-me a existência,
negra e simples,
contaminadora.
Essa eu agradeço.
Uma de desejo intenso,
modernice,
quase cor-de-rosa,
vanguardista,
virou um confessionário.
Essa eu quero.
E outras que foram ao vento,
foram embora com o  tempo,
às vezes verdades,
às vezes mentiras.
Mas sempre a que permanece,
foi a que fiz,
minha,
totalmente egoísta,
butterfly,
transformadora, fênix,
única, biológica
sem detalhes
apenas eu.



domingo, 4 de agosto de 2013

Legalidade

Todos os escritos desse blog são registrados em editora, por favor colocar o autor ( Dione Gumes) se copiar e colar, rsrsrs

Cordel nº1

Pé de pequi na lua cheia
perna bamba esperneando
pé grudado de areia
baba da boca escapando
mão boba explorando
boca sabida beijando
tremeleque de susto
frio na pudenda parte
alto que nem marte
tenso que nem a guerra
preto que nem tição
a cor do desejo tão carecido
de um tempo ido
que não volta não
o pé de pequi já quase seco
testemunha do pecado vão
fazia sombra neles
que nem escorpião
veneno
suspiro
tesão
oh pé de pequi
não morre não

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Conto nº4

Aquela era uma casa estranha. Roupas penduradas a tanto tempo que mantinham o formato dos cabides, duras e tesas. Uma confusão que denotava a confusão mental dele. Coisas, livros, revistas e muitos objetos de uso pessoal, só que não só dele. Eu estava com uma sensação, quase um pressentimento. Saia daí, ouvia em minha mente, como sempre, não obedeci. Saí do cômodo, só de calcinha e blusa de dormir. Ele estava sentado na cama, perto da porta, me olhou e me agarrou as pernas, afastou com os dentes a lingerie e me chupou sofregamente, eu em pé mesmo, quase desfaleci, ele usava força, entrei em êxtase. Nem sei como , mas já estava na cama e aquilo durou muito tempo, foram gozos incontáveis, a fome dele não passava, parecia que há muito não praticava o ato. Dor, pedi para parar.Não parou. Pedi novamente. Nada. Só então entendi o que aquela voz queria dizer. Tive que usar de força. Aquela que temos quando em perigo. Pulei da cama. Alcancei a chave do carro e corri. Sorte não ter trancado o portão. Só quando passava pela portaria o telefone tocou. Ainda pensei em não atender. Atendi. Desculpe, volta. Só então notei que estava nua e machucada. Por dentro e por fora. Pela burrice e pelo desmazelo comigo mesma.Voltei.

domingo, 28 de julho de 2013

Recontro

Então aconteceu o encontro
Membro e vácuo
Cheio e vazio
No início medo, dor
Depois, desassossego
O medo passa
A vontade de saber permanece
A lacuna está quase preenchida
O apêndice quase afogado
Tensão
Fôlego perdido
Delíquio
O desencontro sucede-se
Longos haustos
Tentativas de respiro
Existe o vácuo
Mas não existe a dúvida.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

No balcão escutei essa história...linda...

Um imperador japonês desejou fazer um concurso, uma obra de arte que representasse a paz, o vencedor receberia um diamante como prêmio um diamante. Em pouco tempo, começaram a chegar no palácio vários trabalhos, esculturas, desenhos, mas nada era do agrado do imperador. Até que um dia , um senhorzinho chegou ao palácio com um papel desenhado...um mar revolto, cheio de pequenos tsunamis, uma escarpa de pedras e lá no alto uma pombinha branca em um ninho cheio de ovos...o imperador encantou-se imediatamente e deu o diamante para o senhorzinho, dizendo, era exatamente isso que eu desejava ver.
Moral da história: mesmo diante de todas as adversidades e caminhos controversos, tenha serenidade.

Workaholic/ essa era pra ser publicada e ficou escondida aqui nos rascunhos, é de dois anos atrás, mas vale a pena, o passado não deve ser esquecido

Gente, que coisa terrível é não trabalhar; do mesmo jeito que é difícil não ter tempo, é difícil ter...
Tanto reclamei da falta de minutos que Deus me deu horas... e horas...só que a angústia e o barulho na cabeça continuam...não sei se pela frustação ou se pela falta de chão mesmo...trabalho a noite desde 1994...e agora??? O que fazer???
Meus filhos estão amando e estranhando ao memso tempo, criaram sua própria rotina de solidão e agora não sabem como me encaixar muito menos eu... me adaptar à rotina deles, estranho...
Saudades do marido, longe prá cara#*!, cama vazia, fria...sem ninguém prá discutir de lado vou dormir...
Ah meu Deus!!!!!! O senhor espera muito de mim!!!! Ainda tenho que manter o bom humor prá não pirar de vez...sinto falta de não sei o quê ,não sei daonde...Ô criaturinha ranheta eu sou...
Tanto tempo agora e não sei o que fazer com ele...
Acho que vou estudar medicina, kkkk

Tô brincando...

Conto nº 3

Há poucos momentos, o corpo em frenesi não discernia exatamente o acontecido ,estando a regalar-se em prazeres...
De costas, na cama, olhos semicerrados, só o gozo indo e vindo como estertores, languidez exagerada, nenhum tipo de pensamento a não ser uns pecaminosos antevendo o próximo deleite...esperando sentir aquelas mãos nas costas sentindo como estar sendo pisoteada por mil gatinhos, tamanha era a maciez e delicadeza....excitante e libidinoso pensar que eram mãos grandes e extremamente fortes capazes de carinhos profundos e molhados. Passam, amassam, beliscam, apertam, seguram. Seduzem e travam, esperam e aceleram...como é bom. Instantes de perda de fôlego, sumiço dos sentidos e sensação de morte, aliás, se a morte for isso, estou pronta...
Em alguns momentos, a mente dispara, quase que para outra dimensão, meditativa, somente entranhada por impressões realmente desconhecidas e inéditas a cada repetição do ato, equipara-se a uma oração, não querendo aviltar esse conceito, usando-o apenas para definir o poder de concentração alcançado nesses pedaços de vida.
De frente, tentando ritmar a respiração ofegante, observo o semblante ignoto, difícil perceber a quantas anda a satisfação do outro, até que por um momento, um olhar encontra o outro e então não há mais necessidade de palavras, nem de explicações inúteis, volto somente às sensações e desejos e ansiedades...

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Pronto, publiquei!


Querer
Idealizar
Pensar
Imaginar
Ocorrer
Encontrar
Mensurar
Temer
Imiscuir
Conversar
Rodear
Adiar
Potocar
Marcar, esperar
Esperar, ansiar
Chegar, ansiar, tremer, temer
Subir, beber
Beijar, cheirar
Beijar, observar
Ciumar, beijar
Lamber, chupar, rir
Rir, lamber, chupar, penetrar
Penetrar, mover, mexer, gemer, gemer, urrar, chorar
Manusear, meter, dedar, forçar, tremer, gritar
Tremer, tremer, tremer, tremer, tremer
Sucumbir
Olhar
Beijar
Sorrir
Pensar
Ir

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Pegada...

Em 20 de junho de 2013...
mas é assim...
 tem um jeito de pegar e olhar, e fazer (a mim) se achar a melhor mulher do mundo por estar causando aquela sensação, mudar de posição, às vezes com gentileza, às vezes com força(aaaaaaaaaaaaa), entrar e sair...devagar, rápido, com jeito ou sem jeito...lamber, cheirar e nunca parar ou reclamar... não cansar antes...e a fazer ficar esgalepada, acabada e depois perguntar assim, depois de tantas horas....posso gozar?...ser chupado e fechar os olhos e morder os lábios e gemer baixinho e depois urrar na explosão do gozo...
nuss...

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Amo a letra dessa música...

http://www.vagalume.com.br/pollo/vagalumes-part-ivo-mozart.html

Sabe...adoro histórias...contadas ao pé do PC então, kkkkk Curtam!

..." havia dois irmãos que estavam brigados,por uma razão qualquer....moravam em casas frente a frente uma com outra,separados por um pequeno rio...um dia, um homem passou por la e visitou um desses dois irmãos e esse lhe fez uma encomenda:construir um muro alto e comprido em frente a sua casa.Ele assim não veria mais a propriedade e muito menos  a face de seu irmão do outro lado...dito isso esse irmão disse|:vou sair ,a cidade e, quando retornar,quero ver o serviço..e foi-se
 ....ao retornar de tarde,ao invés de ver o muro,viu uma ponte construída que levava diretamente ate a porta da casa de seu irmão...ficou furioso e já ia ter com ele pra discutir novamente,qdo de repente viu seu irmão vindo do outro lado,correndo pela ponte ,sorrindo de braços abertos....os dois irmãos se abraçaram no meio da ponte, selando o amor que deve unir as pessoas,parentes,amigos, ,enfim...então, o primeiro irmão que encomendou o serviço falou a esse homem misterioso:
 fique conosco,você é uma pessoa que conseguiu nos unir,é uma façanha....o homem falou:não devo ficar...HÁ OUTRAS PONTES A CONSTRUIR,NÃO HÁ TEMPO PARA AGRADECIMENTOS OU RECOMPENSAS... e se foi....entendeu,lindona?

ENTENDI...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Texto escrito para a Revista Bsb Plus Size nº 1

Nasci sozinha, num dia em que o Brasil tornava-se tricampeão de futebol mundial, nenhum médico por perto... de olhos abertos e sem chorar, como conta minha mãe...
Cresci no intervalo de duas gerações...sete anos mais nova que minhas irmãs mais velhas, sete anos mais velha que minha irmã caçula...a síndrome do terceiro filho...
Hiperativa sem diagnóstico, fui "expulsa" do Jardim de infância aos 4 anos de idade...por saber ler e fazer contas... acho que daí começou meu recolhimento que durou uns 35 anos...
Saber e ser condenada ao isolamento só aumentou minhas neuras...ler, comer, estudar, comer para ver se aquele vazio era preenchido...qual nada, a única coisa que aumentava era o número das minhas roupas...
Adolescência, algo em mim foi despertado e por causa de um amor platônico resolvi emagrecer...sem comer é claro, ou com dietas de lua e sopas milagrosas...perdi peso e ganhei uma úlcera e uma insônia que me acompanha até hoje...
Virei atleta...dança, natação, handebol, corpo perfeito( apesar das dores de estômago), felicidade forjada...essas coisas...
Faculdade, noivado, casamento e...decepção...tristeza...solidão...de volta as neuras infantis, e com elas um peso absurdo, cultivado ao longo de 15 anos de casamento...
Separação, 35 quilos a menos, dieta, exercício e umas droguinhas milagrosas... depressão, angústia e coração acelerado...constatei que as tais droguinhas eram a causa...larguei tudo e novamente...casei...
Mais oito anos, melhores que os primeiros quinze, outra pessoa, e novas decepções, ganho de 28 quilos...
Nova separação e finalmente uma luz na mente...tenho que viver para mim mesma e conquistar meu corpo definitivamente, afinal ele é a morada da minha alma, já meio cansada de tanto estica e puxa...
Esse nível foi atingido com muita terapia e conversa boa, amigos e espiritualidade, não foi tão simples com relato aqui, foi conquistado dia a dia, houve quedas e grandes avanços e o que de tudo ficou foi uma Dione que vive para si mesma, que aceita o que não pode mais ser mudado e usa tudo aquilo que pode ser desfrutado...dos 166kg, ficaram 87kg de muito amor e alegria.
Como sei que assim como nasci sozinha, morrerei sozinha, o intervalo tem que ter qualidade, vive-lo-ei da melhor forma possível, correndo, dançando, nadando e amando, porque é disso que a vida é feita.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Uma nova definição...por Regina Coeli




"quem conhece Dione Gumes, com todo aquele sorriso que é natural, com a volúpia que é peculiar, a meiguice, a inteligência, a falta do puritanismo, a beleza interior e exterior, não vai querer provar pouca coisa"
Arrepiei...

sábado, 11 de maio de 2013

O texto é antigo mas lembrei dele por causa da data festiva do Dia das Mães ( 2006)


Escrevi esse texto em 2006, logo após os meninos viajarem pra Florianópolis nas férias...



Hoje tive tempo prá ficar só comigo, o que não acontecia há muito. Sabe que ser mãe é uma atividade integral e que chega de mansinho e você não se apercebe. Num dia é só você, noutro tem uma vidinha ali, só te esperando e aguardando ser alimentada , limpa, tratada e amada...De repente são duas vidinhas com os mesmos olhos e os mesmos corações. Duas vidas que pregam em mim como carrapatos e me enchem de tanto amor e apego que muitas vezes não sei retribuir e mais vezes ainda, não me acho merecedora de tanto amor.
É engraçado que vivo para eles, trabalho para eles, para que não lhes falte nada , peço alguns momentos de sossego( toda mãe pede), pelo menos no banheiro ou na hora de comer...Mas ontem, quando eles embarcaram, senti uma dor profunda, um sentimento de solidão que nunca tinha sentido, acho que agora que a independência DELES ESTÁ PRÓXIMA, SINTO QUE ESTÃO ESCORREGANDO E NÃO VAI DEMORAR MUITO PARA QUE ELES NÃO ENTREM DE VEZ NO BANHEIRO QUANDO EU ESTIVER NO AUGE DA CONCENTRAÇÃO, SÓ PRÁ DIZER QUE : NADA NÃO! OU OLHEM PARA O ÚLTIMO PEDAÇO DE PIZZA NO MEU PRATO( AQUELE MAIS GOSTOSO) E FALEM ASSIM: PODE COMER MÃE,EU NÃO QUERO NÃO... E TANTAS OUTRAS COISAS PEQUENAS E MARAVILHOSAS QUE SÓ AS MÃES TEM O DIREITO DE SENTIR. ELES MAL SAÍRAM DAS FRALDAS E JÁ É A SEGUNDA VEZ QUE VIAJAM MAIS DE MIL KM LONGE DE MIM. Da PRIMEIRA VEZ, ACHO QUE EU NÃO TINHA A DIMENSÃO DO TEMPO E DA DISTÂNCIA, MAS DESSA DOEU DEMAIS.
 
ACHO QUE ANO QUE VEM VOU INVENTAR UMA DESCULPA, E DEIXAR A PORTA

DO BANHEIRO ABERTA AS FÉRIAS INTEIRAS...SAUDADES...SOLIDÃO...

Descrição astrológica by Jomara


  • "eu sou canceriana, ascendente capricórnio e lua em áries, isso é bom ou ruim?kkkkk"
    Essa foi a pergunta que fiz a uma grande amiga, Jomara, e com toda a bondade e paciência inerentes a ela, respondeu assim
  • BOM OU RUIM PRA QUÊ...?
    SÃO CONCEITOS SUBJETIVOS...OLHE PARA VC!!!!!
  • CÂNCER É MUITO DOADOR.... FAMÍLIA.... SEU ASCENDENTE TE TRÁS UM POUCO PARA VC MESMA, DESENVOLVE SUA INDIVIDUALIDADE.... FAZ VC PENSAR EM VC. NO QUE VC QUER. PRECISA. E RESOLVE SUA PERSONALIDADE EGOCÊNTRICA.
    LUA EM ÁRIES FAZ VC OBJETIVAR OU SINTETIZAR COISAS COMO O OCULTO....
    O SUBJETIVO.
    E DESENVOLVE SUA VEIA PARA NEGÓCIOS...
  • MATERIALIZA O IMATERIAL....
    PQ A ENERGIA DA LUA É O MÍSTICO....
    É ÁRIES É MUITO PRÁTICO.
    DIGAMOS : MISTURINHA BOA!!!!
  • UMA SALADINHA COM NADA FALTANDO!
    CRIATIVA, SENSÍVEL, PRÁTICA, DISCIPLINADA, ORGANIZADO, LEVE, LINDA E SOLTA!!!
  • ALEGRE PQ NÃO TEME NADA.
    É CORAJOSA.
    SABE QUE TEM EM SI TODOS OS ELEMENTOS NECESSÁRIOS PARA DRIBLAR A VIDA...
    UMA...
    TRAQUILINHA ACELERADINHA....
    UMA SONHADORA PÉ NO CHÃO....
    EM OUTRAS PALAVRAS: QUASE NO EQUILÍBRIO DA 'PORRA -LOUCA' COM A 'ANJINHA'....


  • OS HOMENS FICAM LOUCOSSSSENTENDEU?
  • SOMA-SE A ISSO ESSE OLHOS VERDES...
    ESSE SORRISO ABERTO...
    E CLARO...
    OLHA O TAMANHO DA MULHER!
    INTELIGENTE...

  • AUTO-SUFICIENTE...
    BEM RESOLVIDA ATÉ NAS CRISES!
    SÉRIO...
    E VC NÃO QUER DESPERTAR INVEJAS....
    KKKKKKK
  • MAS NÃO PRECISA QUERER.
  • VC, DIONE, SOMOU ELEMENTOS MUITOS REQUISITADOS....
  • SABE A COISA DO 'FALE MAL MAS FALE DE MIM...'?
    LITERALMENTE.
    PQ VC A-P-A-R-E-CE!
  • TEM CARISMA, CORAGEM,
    POIS É....
    E NÃO QUER PROVOCAR INVEJA...????

  • HUMMMM...
    EIS UM UM PROBLEMÃO MULHER MARAVILHA...
    PARA VC DECIFRA ESSA ESFINGE.
    pENSOU QUE SERIA COMPLETA, É...?
    KKK
    SIM...VC É HUMANA...E ESTÁ ENCARNADA!
    MAS....OLHA SÓ SUA ARMADURA.
    PRECISA MAIS?
  • EU ACHO LINDO TUDO ISSO!
    ADMIRA A CRIAÇÃO DIVINA ....

  • POIS GENTE COMO VC É ESSENCIAL PARA A CURA DE OUTROS....
  • MAS... CLARO. TODA MOEDA TEM DOIS LADOS: VC INSTIGA, PROVOCA, ASSEDIA, REFLETE FRAQUEZAS E IMPERFEIÇÕES ALHEIAS...
    AÍ MINHA LINDA....
    SEGURA A ONDA.
    POIS É.
    RESPONSABILIDADE.
  • MAS NÃO É QUE VC AFASTA.(algumas pessoas)
    MENINA, O POVO NÃO DÁ CONTA!!!!!!!!!!!!!!
    ENTENDA....
  • VC É MUITA COISA PRA GENTE PEQUENA ...
    PEQUENA NO SENTIDA DE FRACA...
    FRÁGIL...
    INSEGURA...
    FIQUE CLARO.
    MAS ISSO É CONQUISTA SUA...
    E DOR SUA TAMBÉM...
  • AS PESSOAS NÃO QUEREM PAGAR OS PREÇOS... MAS QUEREM SER O QUE VC É!
    ASSIM....
    'NA BOA!"...

  • ENTENDEU...?
    EU SEI MUITO BEM O QUE É ISSO!
    RSRSRS...
  • VIU...???
    A CULPA É DO ÁRIES!!!!!!!!!
    BOTA ELE NA CRUZ!


  • NA VERDADE É UMA MISTURA QUE FAZ... VOCÊ!
    É... DINAMISMO|