segunda-feira, 29 de julho de 2013

Conto nº4

Aquela era uma casa estranha. Roupas penduradas a tanto tempo que mantinham o formato dos cabides, duras e tesas. Uma confusão que denotava a confusão mental dele. Coisas, livros, revistas e muitos objetos de uso pessoal, só que não só dele. Eu estava com uma sensação, quase um pressentimento. Saia daí, ouvia em minha mente, como sempre, não obedeci. Saí do cômodo, só de calcinha e blusa de dormir. Ele estava sentado na cama, perto da porta, me olhou e me agarrou as pernas, afastou com os dentes a lingerie e me chupou sofregamente, eu em pé mesmo, quase desfaleci, ele usava força, entrei em êxtase. Nem sei como , mas já estava na cama e aquilo durou muito tempo, foram gozos incontáveis, a fome dele não passava, parecia que há muito não praticava o ato. Dor, pedi para parar.Não parou. Pedi novamente. Nada. Só então entendi o que aquela voz queria dizer. Tive que usar de força. Aquela que temos quando em perigo. Pulei da cama. Alcancei a chave do carro e corri. Sorte não ter trancado o portão. Só quando passava pela portaria o telefone tocou. Ainda pensei em não atender. Atendi. Desculpe, volta. Só então notei que estava nua e machucada. Por dentro e por fora. Pela burrice e pelo desmazelo comigo mesma.Voltei.

domingo, 28 de julho de 2013

Recontro

Então aconteceu o encontro
Membro e vácuo
Cheio e vazio
No início medo, dor
Depois, desassossego
O medo passa
A vontade de saber permanece
A lacuna está quase preenchida
O apêndice quase afogado
Tensão
Fôlego perdido
Delíquio
O desencontro sucede-se
Longos haustos
Tentativas de respiro
Existe o vácuo
Mas não existe a dúvida.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

No balcão escutei essa história...linda...

Um imperador japonês desejou fazer um concurso, uma obra de arte que representasse a paz, o vencedor receberia um diamante como prêmio um diamante. Em pouco tempo, começaram a chegar no palácio vários trabalhos, esculturas, desenhos, mas nada era do agrado do imperador. Até que um dia , um senhorzinho chegou ao palácio com um papel desenhado...um mar revolto, cheio de pequenos tsunamis, uma escarpa de pedras e lá no alto uma pombinha branca em um ninho cheio de ovos...o imperador encantou-se imediatamente e deu o diamante para o senhorzinho, dizendo, era exatamente isso que eu desejava ver.
Moral da história: mesmo diante de todas as adversidades e caminhos controversos, tenha serenidade.

Workaholic/ essa era pra ser publicada e ficou escondida aqui nos rascunhos, é de dois anos atrás, mas vale a pena, o passado não deve ser esquecido

Gente, que coisa terrível é não trabalhar; do mesmo jeito que é difícil não ter tempo, é difícil ter...
Tanto reclamei da falta de minutos que Deus me deu horas... e horas...só que a angústia e o barulho na cabeça continuam...não sei se pela frustação ou se pela falta de chão mesmo...trabalho a noite desde 1994...e agora??? O que fazer???
Meus filhos estão amando e estranhando ao memso tempo, criaram sua própria rotina de solidão e agora não sabem como me encaixar muito menos eu... me adaptar à rotina deles, estranho...
Saudades do marido, longe prá cara#*!, cama vazia, fria...sem ninguém prá discutir de lado vou dormir...
Ah meu Deus!!!!!! O senhor espera muito de mim!!!! Ainda tenho que manter o bom humor prá não pirar de vez...sinto falta de não sei o quê ,não sei daonde...Ô criaturinha ranheta eu sou...
Tanto tempo agora e não sei o que fazer com ele...
Acho que vou estudar medicina, kkkk

Tô brincando...

Conto nº 3

Há poucos momentos, o corpo em frenesi não discernia exatamente o acontecido ,estando a regalar-se em prazeres...
De costas, na cama, olhos semicerrados, só o gozo indo e vindo como estertores, languidez exagerada, nenhum tipo de pensamento a não ser uns pecaminosos antevendo o próximo deleite...esperando sentir aquelas mãos nas costas sentindo como estar sendo pisoteada por mil gatinhos, tamanha era a maciez e delicadeza....excitante e libidinoso pensar que eram mãos grandes e extremamente fortes capazes de carinhos profundos e molhados. Passam, amassam, beliscam, apertam, seguram. Seduzem e travam, esperam e aceleram...como é bom. Instantes de perda de fôlego, sumiço dos sentidos e sensação de morte, aliás, se a morte for isso, estou pronta...
Em alguns momentos, a mente dispara, quase que para outra dimensão, meditativa, somente entranhada por impressões realmente desconhecidas e inéditas a cada repetição do ato, equipara-se a uma oração, não querendo aviltar esse conceito, usando-o apenas para definir o poder de concentração alcançado nesses pedaços de vida.
De frente, tentando ritmar a respiração ofegante, observo o semblante ignoto, difícil perceber a quantas anda a satisfação do outro, até que por um momento, um olhar encontra o outro e então não há mais necessidade de palavras, nem de explicações inúteis, volto somente às sensações e desejos e ansiedades...

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Pronto, publiquei!


Querer
Idealizar
Pensar
Imaginar
Ocorrer
Encontrar
Mensurar
Temer
Imiscuir
Conversar
Rodear
Adiar
Potocar
Marcar, esperar
Esperar, ansiar
Chegar, ansiar, tremer, temer
Subir, beber
Beijar, cheirar
Beijar, observar
Ciumar, beijar
Lamber, chupar, rir
Rir, lamber, chupar, penetrar
Penetrar, mover, mexer, gemer, gemer, urrar, chorar
Manusear, meter, dedar, forçar, tremer, gritar
Tremer, tremer, tremer, tremer, tremer
Sucumbir
Olhar
Beijar
Sorrir
Pensar
Ir

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Pegada...

Em 20 de junho de 2013...
mas é assim...
 tem um jeito de pegar e olhar, e fazer (a mim) se achar a melhor mulher do mundo por estar causando aquela sensação, mudar de posição, às vezes com gentileza, às vezes com força(aaaaaaaaaaaaa), entrar e sair...devagar, rápido, com jeito ou sem jeito...lamber, cheirar e nunca parar ou reclamar... não cansar antes...e a fazer ficar esgalepada, acabada e depois perguntar assim, depois de tantas horas....posso gozar?...ser chupado e fechar os olhos e morder os lábios e gemer baixinho e depois urrar na explosão do gozo...
nuss...