segunda-feira, 29 de julho de 2013

Conto nº4

Aquela era uma casa estranha. Roupas penduradas a tanto tempo que mantinham o formato dos cabides, duras e tesas. Uma confusão que denotava a confusão mental dele. Coisas, livros, revistas e muitos objetos de uso pessoal, só que não só dele. Eu estava com uma sensação, quase um pressentimento. Saia daí, ouvia em minha mente, como sempre, não obedeci. Saí do cômodo, só de calcinha e blusa de dormir. Ele estava sentado na cama, perto da porta, me olhou e me agarrou as pernas, afastou com os dentes a lingerie e me chupou sofregamente, eu em pé mesmo, quase desfaleci, ele usava força, entrei em êxtase. Nem sei como , mas já estava na cama e aquilo durou muito tempo, foram gozos incontáveis, a fome dele não passava, parecia que há muito não praticava o ato. Dor, pedi para parar.Não parou. Pedi novamente. Nada. Só então entendi o que aquela voz queria dizer. Tive que usar de força. Aquela que temos quando em perigo. Pulei da cama. Alcancei a chave do carro e corri. Sorte não ter trancado o portão. Só quando passava pela portaria o telefone tocou. Ainda pensei em não atender. Atendi. Desculpe, volta. Só então notei que estava nua e machucada. Por dentro e por fora. Pela burrice e pelo desmazelo comigo mesma.Voltei.

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