quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Poemeto nº 7

Boca feroz
Macia, áspera
Faminta, ligeira
Travada, gostosa
Atrevida, pecaminosa
Sôfrega, insaciável
Cheirosa, barulhenta
Boca minha
Boca tua
Bocas nossas
Atadas, unidas
Sem tempo,
Sem razão
Só por ilusão
Boca molhada,
Apetitosa,
Gulosa,
Rabugenta,
Chorosa
Divina, abençoadda
Boca de caçapa
Que tudo que fala
Faça
Boca minha
Tesouro meu
Escondido como todo ouro deve ser
Vida minha
Sopro meu
Você é
Existe, respira
Lateja e ama
E apesar da transparência
Brilha tanto que ofusca
É tanto que dói
Fica
Boca quente
Boca sua
Boca tua
Boca...
Oca...
Cá...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Poemeto nº 6

Sabe a suavidade de um  pêssego,
lembra do cheiro de baunilha?
sabe duas almofadas, de espuma macia,
dois travesseiros?
sabe uma boca de borboleta,
que suga devagarinho?
sabe um vulcão, quente e que escorre?
sabe o pudim, com aquele gosto inesquecível?
sabe a maciez de uma pluma,
daquele que passa fazendo cosquinha?
sabe a delicadeza de um beijo,
com a impressão de que o tempo não passa?
sabe como se sente debaixo de água quente,
quando o corpo muda de cor?
sabe quando está cansada,
e toma um chá deitada?
sabe tudo isso,
em forma de outra pessoa?
eu sei...

domingo, 25 de agosto de 2013

Poemeto nº 5

Seu gozo é lindo,
animal, melado
Seu urro faz tremer a alma
deve ser olhado e degustado
Quando está chegando
Suas mãos tentam ainda
segurar o impossível
e rodeiam o membro teso
No afã de participar do impossível
O jorro é seguido de um quase kata
Movimentos coordenados
Olhos fechados
Respiração entrecortada
Quando nem uma uma última gota resta
Passo a mão pela sua testa
Ainda exudando suor
e pergunto se foi o melhor
Sem voz
Após esforço excessivo
Diz
Estou velho prá isso...
ah se soubesse
Que em minha mente surtada
Sofrida, machucada
Cada gozo visto
Retira uma ferida
Refaz um pedacinho
Envelhece um pouquinho
Ata o desatado
Ah senhor do meu corpo...
Domina o que resta da minha mente
E então morreremos a cada gozo sorridente
e viveremos a cada dia nascente
Essa morte delirante
Que incrivelmente
Transforma o fim em começo
O surto em susto
O poço em água quente
Vem moço... Que teimoso, vive tentando morrer
Urra de novo
E sempre...
E deixe que a morte nos pegue
Enquanto assisto
Enquanto goza
Vem moço
Esquece o tempo
Esquece o fim
Urra...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Poemeto nº 4

Wishes
Desires
Temptations
Is it really happening?
No...I wish...
But...yes, it is...
Why?
I don't know
Better..I do
Sorry, heart
This time was not yet...


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Texto maravilhoso do amigo Maurício Oliveira

É óbvio que Deus é uma força feminina arrebatadora! Só não o percebe aquele que nunca teve em seus braços a cálida e lânguida mulher tomada de êxtase, estilhaçada de amor e cujos olhos são a semente e a terra úmida que cria a vida e devora a morte. A profundeza medonha do olhar feminino em puro gozo desafia a magnificência da própria natureza. Em sua abissal plenitude não mais nos atormentam os mistérios da vida e da morte, contentamento e dor, destino e livre arbítrio. É nele que comunga o divino e o humano, a casa da imortalidade. É no júbilo do olhar da mulher em clímax que vislumbramos o céu se abrir e a criação inteira brilhar, o tremor de todas as terras, a pureza incorruptível do amor eterno, nem abençoado, perfeito ou divino, físico ou metafísico; nem infinito ou infinitesimal porque não conseguimos explicá-lo em tamanho ou virtude pois está além dos adjetivos e do conhecimento. Nesse momento feminil, nós homens devemos apenas testemunhar, resignados, apalermados e humilhados porque nunca seremos capazes de nos sentir como elas.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Poemeto nº 3

Canta prá mim, canta...
Canta no meu ouvido
Canta baixinho
Sussurra...
Lambe e cheira
Mas canta...
Meloso, blues
pop, rock
legião...
Canta, desafina
Mas canta
Desfia um rosário de notas
Sem sentido
Com harmonia
Sem  diapasão
Só com tesão
Ou melhor sol, lá, si com tesão
Desfia suas notas
desafia minha moquice
minha desmemoriada memória...
Tenta atingir
a emoção que já seca
não responde mais
Canta... canta...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cordel nº 2

Pela falta de apegamento
ela sofreu esmorecimento
digno de esclarecimento
Apois, o ocorrido era
pro dissabor dela
que o amor que ela alimentava
não tinha um nome,
ela chamava, ouvia
mas não era chamada do que queria.
Então, tentou, tentou
e achou uma montoeira de coisa bonita
que faria daquela vida
um chão bom de pisar...
e aí começou a desfiar...
Bem, cheirosa,
amada, gostosa,
anjo, filha,
amor, querida,
delícia de vida,
mas nunca aquela.
Tentou mais.
Xodó, pequena,
açucena
benquerança
e ela mantinha a esperança...
Amiga, parceira,
companheira,
Foguenta, paixão,
Lambuzeira.
Mina, cativa,
fascínio, doce
Mas como se ele não fosse.
Pela derradeira vez, tentou
e então chamou
Namorado, vem cá!
E ele veio
Falando, que foi ,namorada ?
Ela, desavisada
do sucesso da empreitada
sorriu e gemeu
ahnnn, Romeu...





Conto nº 5

Alto do Cristo...toda cidade do interior tem um, sempre no lugar mais alto, mais frio e mais isolado.. uma moto com duas pessoas chega a esse lugar...duas pessoas, um casal aparentemente jovem. Ela tira o capacete e seus cabelos longos começam a voar no vento cortante e gelado...os dois de roupa de couro, ela de saia, provavelmente uma meia de lã....ele tira o capacete e agarra-a pelo pescoço, começa um beijo longo e intenso, profundo, ela mal reage , a não ser quando noto suas mãos abrindo o zíper da calça dele, não demorou muito para que estivesse quase ajoelhada, numa ânsia de membro imensa...ele joga a cabeça para trás, num suspiro longo, há muito aquele encontro não acontecia, a adolescência já ia longe, aqueles encontros armados pelos outros primos, fuga dos pais e tios, beira do rio, cavalos e sarros quentes à tarde, bons tempos aqueles...mas esses de agora eram melhores, a saudade e a experiência faziam da boca da prima uma máquina de sugar deliciosa. Não aguentando mais a virou de costas e rasgou a meia, a moto era o apoio, a penetração foi rápida e o vai-e-vem também, logo veio o primeiro gozo...só o primeiro, depois de algumas risadas pela meia rasgada foi a vez dele... chupar a cona toda melada e com o próprio gosto, ela deitada sobre o tanque , pernas escancaradas e escorridas, dedos, língua, tudo molhado, urros, gozos e frio, muito frio...é...o fôlego até que dava para a terceira, mas o ar gelado não deixaria...uma última exploração achou dois bicos de seio  tão duros que doíam, não se sabe por frio ou tesão, chupados e mordidos...bocas que iam e viam, sorrisos, lembranças...então, ajeitaram-se e subiram na moto, sem capacete foram embora, ainda sorrindo, na certa imaginando como explicar à família seu sumiço da festa...

sábado, 10 de agosto de 2013

Poemeto nº2

Ser e não ter
Sentir e explodir
Amar e sufocar
Não ter nome
Somente esperar
Armar sem perceber
Invejar o passado
Isso é ser nada

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Tatuagens

Eu tenho algumas tatuagens.
Uma de henna
Velha, bolorenta, mofada,
Bonita mas falsa.
Essa eu tenho que esquecer.
Uma verde
daquelas de prisão,
contorno borrado, desenho indefinido,
deixou marcas maiores
do que sua real importância.
Essa eu tenho que apagar.
Uma de university, azul,
americana, mineira, sei lá
linda,
dolorida igual a um teste de fraternidade.
Essa eu adoro.
Uma feita a fogo,
de dragão, vermelha,
com cheiro de livro novo,
viciante,
livro velho,
com ácaro, mas deliciosamente conhecido,
pura paixão,
desejo.
Essa eu amo.
Uma de caveira, risonha
amorosa,carinhosa,
belíssima e saudosa.
Essa eu guardo.
Uma feita rápido
sem dor
com gosto de beijo
que virou mão.
Essa eu conservo.
Uma feita de batom,
bastou passar a mão para tirar,
nem sujo deixou.
Essa, hein?
Uma feita de vento, frio, velocidade,
familiar e arteira.
Essa eu tenho.
Uma feito bracelete,
devolveu-me a existência,
negra e simples,
contaminadora.
Essa eu agradeço.
Uma de desejo intenso,
modernice,
quase cor-de-rosa,
vanguardista,
virou um confessionário.
Essa eu quero.
E outras que foram ao vento,
foram embora com o  tempo,
às vezes verdades,
às vezes mentiras.
Mas sempre a que permanece,
foi a que fiz,
minha,
totalmente egoísta,
butterfly,
transformadora, fênix,
única, biológica
sem detalhes
apenas eu.



domingo, 4 de agosto de 2013

Legalidade

Todos os escritos desse blog são registrados em editora, por favor colocar o autor ( Dione Gumes) se copiar e colar, rsrsrs

Cordel nº1

Pé de pequi na lua cheia
perna bamba esperneando
pé grudado de areia
baba da boca escapando
mão boba explorando
boca sabida beijando
tremeleque de susto
frio na pudenda parte
alto que nem marte
tenso que nem a guerra
preto que nem tição
a cor do desejo tão carecido
de um tempo ido
que não volta não
o pé de pequi já quase seco
testemunha do pecado vão
fazia sombra neles
que nem escorpião
veneno
suspiro
tesão
oh pé de pequi
não morre não