domingo, 25 de agosto de 2013

Poemeto nº 5

Seu gozo é lindo,
animal, melado
Seu urro faz tremer a alma
deve ser olhado e degustado
Quando está chegando
Suas mãos tentam ainda
segurar o impossível
e rodeiam o membro teso
No afã de participar do impossível
O jorro é seguido de um quase kata
Movimentos coordenados
Olhos fechados
Respiração entrecortada
Quando nem uma uma última gota resta
Passo a mão pela sua testa
Ainda exudando suor
e pergunto se foi o melhor
Sem voz
Após esforço excessivo
Diz
Estou velho prá isso...
ah se soubesse
Que em minha mente surtada
Sofrida, machucada
Cada gozo visto
Retira uma ferida
Refaz um pedacinho
Envelhece um pouquinho
Ata o desatado
Ah senhor do meu corpo...
Domina o que resta da minha mente
E então morreremos a cada gozo sorridente
e viveremos a cada dia nascente
Essa morte delirante
Que incrivelmente
Transforma o fim em começo
O surto em susto
O poço em água quente
Vem moço... Que teimoso, vive tentando morrer
Urra de novo
E sempre...
E deixe que a morte nos pegue
Enquanto assisto
Enquanto goza
Vem moço
Esquece o tempo
Esquece o fim
Urra...

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