sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Aquele ou aquilo

Quando no início
a inocência não o deixou ver
o amor latente,
aceitar era o único jeito...
Seguir a vida
só com lembranças,
viver ou fingir viver,
ter anos de claustro
e quando a pena acabou,
respirar e avistar,
aquele ou aquilo,
que sempre acreditou
ser o exato,
o certo.
Exultar com a presença,
Extasiar o espírito,
aquele que fecharia o ângulo,
aquilo que esperava existir.
Conspirou o universo
e trouxe de volta
de uma só vez
o amor
e a esperança.
Contrariando todos os ditados
ela, a esperança
morreu,
sucumbiu derrotista
e aquele ou aquilo
que tanto sopro trouxera
foi abafado,
apagado...
Dor e vazio deixados
no corpo a sensação de corte,
arrancar de um ser
os sentimentos restantes,
fazer como nos tempos obscuros,
violentar uma semente germinada
e fazer esse de cá
acreditar ser e ter nada
acreditar que novamente
foi cuspido,
devolvido
Complicada a situação
para aquela que encontrava-se na razão
que controlava a emoção,
perdeu o chão,
o brilho
e o sorriso,
antes eterno,
ressurgido limpo e fresco
do tempo da imaturidade,
agora, relutantemente
fechado
não passando de um esgar.
Aquele ou aquilo
também culpa não tem
pois apenas cedeu
a própria natureza,
póstuma,
com certeza.

Um comentário:

Regina Saavedra disse...

Ótimo. Gostei. Escrito de um nova forma, me faz a ver a dor, a dúvida, o dia-a-dia, a vida que, infelizmente, não é igual a uma telenovela.
Adoro você.