quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Poemeto nº 10

Eita coração velho
Aguenta pedrada
De todo lado...
Mas aí resolve
olhar o passado.
E o que vê?
Cacos?
Não mais...
Só vê
a lembrança...
É a de um anjo
Que Deus mandou
para colar tudo.
Anjo travestido de homem
com cheiro de álcool
com olhar de lobo
com coração de cordeiro
e alma de pura pureza,
com certeza.
Veio manso
com voz lenitiva
mão amiga
abraço forte.
Orgulhoso e mascarado.
Com o tempo,
tudo compreendi.
E aquele que parecia
um poço de vaidade.
surgiu como uma deidade
e juntou tudo.
Quando percebi
estava colada,
reparada,
não mais bipartida,
pronta para ser amada.
Ele,
premeditadamente,
por duas vezes voou,
para que minha casca endurecesse
e eu aprendesse a voar.
Mas
no último encontro
um milagre veio à tona
e talvez a recordação
tenha fê-lo olhar o próprio passado...
De anjo decaído...
E foi.
Voou.
Voa meu anjo.
Ama.
Cura.
Vive.
Mas não se esqueça que asas me deu.
E aprendi a voar.
Não chorei com sua partida,
só assustei.
Amo-te,
Anjo,
Vai.

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