quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Poemeto nº 8

Já dizia algum sábio
que a vida é assim
o tempo avoa
e a gente também
avoa, porque fica abestado
pensando, esperando que aconteça
algo que realmente entristeça...
é...
se pegássemos a rédea dela
e tocássemos na direção certa
e reta
decerto ficaríamos mais alertas...
é...
mas se fosse fácil assim
graça ela não teria
e os erros de outrora
e os acertos de hoje
só seriam agonia...
é...
quando nós apeamos
desse trote louco
vemos que por tão pouco
não aconteceu o que desejávamos...
é...
um olhar esquecido
um sorriso não reconhecido
um abraço que não era amigo
e o mal vem vindo...
é...
difícil saber se é verdade
aquele amor que não parecia maldade
vir como chicote
e cortar abrindo fenda
e trucidar aquele mot
como se fosse apenas uma venda...
é...
outra parte chega e te acha de calça curta
crendo que a vida, agora dura
tivesse mandado um caminho melhor
e você segue, sem saber que seria pior
é...
a dor
o medo
a desilusão
a destruição
irremediável
o carregamento de uma culpa insana
que te faz acreditar que merece
toda aquela traquitana
é...
mas como o pai celestial
de tudo faz para que o filho aprenda
e evolua
e erga a crista
e pare de carregar a trouxa da vida
que não soube escolher,
abre novas portas
e novas janelas
e trás novas pessoas
e lava a alma
e tira o roxo
que marcava meu perispírito
e me faz acreditar
que ainda há caminho
que ainda tem jeito
que nem tudo foi perdido
e que nesse peito
ardido
dolorido
pisado
e esquecido
pode ressoar ainda
um belo som
um belo acorde
um arpejo que
mesmo sendo doído
recheia a mente de luz
e o coração de sopro
e a vida
ah... a vida...
essa a gente vai vivendo...
dessa vez num caminho...
não tão sozinho...
com o bater de vários corações
que também passaram
por várias portas e janelas
que também tem cicatrizes
que também tem medos
mas que também...
como o meu
continuam tentando
e caminhando
e sorrindo
e cantando
é...assim a vida é...


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