sábado, 14 de dezembro de 2013

Poemeto nº 20

A razão do ponto ser mesmo um ponto único
a mim não cabe, nem satisfaz.
Tenho dois, em duas partes
Na mente, no coração e nela mesma.
Então...são três!
Cada um o toca de um jeito e de qualquer forma.
Maravilhoso
Profundo
Torturante...
Um gê de amor
Um gê de tesão
Um gê anatômico...
Só há pouco percebi
como as coincidências teimam em existir.
Um gê de cada jeito
com instrumentos longos e finos,
ou curtos e grossos,
ou ásperos e lisos.
Apenas toques...
No fim...ufa!
Para que tanta letra e tanta conta?
Gozo apenas, suo e urro
Solto o bicho e desfaleço
Vivo e renasço em e a cada um
Apenas...

Poemeto nº 19

Cheiro de água
Cor do vento
Lua de dia
Sol de noite
Folha azul
Manto verde
Pista vazia
Tudo possível
Entender o porque
Sem saber como
Amar o dia
Só por ele existir
Sábado é assim
Meio sexta
Meio domingo
Intermédio de prazer
Gostoso o bastante
Metáfora real
Antítese trocada
Inteiro e bom
Sábado é assim
Tem cheiro de vó...