quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Poemeto nº 24

Eu não tenho mais casca
Você arrancou
No dente
Expôs todas as minhas dores
E fraquezas
Eu estava murcha, pequena, frágil
De revestimento mole
Como pulpa
Ainda amorfa, apesar dos anos idos
A secura do sol
E a dureza do recurso terapêutico
Foi endurecendo a tez novamente
Mas essa dantes pálida e fosca
Levada do caos à paz
É agora translúcida e brilhante
Quem está fora
Vê o que se passa dentro
Tal qual vidro
Blindado porém
Pois, apesar da vista
Ficou intangível
Há uma fresta porém
Mas essa
Não conto para ninguém
Nessa greta
Insinuou-se um grão de areia
E considerando o que ocorre em ostras
Esperarei o resultado
Amado...

Nenhum comentário: