quarta-feira, 12 de março de 2014

Poemeto nº 25

No momento em que encostava
Tudo esquentava
Tudo tremia
Toque conhecido, demorado
De namorado
Com ar melado
Doce e apegado
Desse tive saudade
Desse lembro de detalhes
Seu toque suave
Sua força e encaixe
Sua preocupação extremada
Sua obstinação
A coragem de guerreiro
Demonstrada num mergulho
Sem saber o tempo exato
Daquele carinho torturante
Escurecia os olhos
Para a sensação ser compartilhada
Não sabia mais ao certo onde a minha acabava e a dele começava
Era uma languidez tamanha
Que desmanchava contornos
e sugava licores
e desmanchava fronteiras...
num dado momento, somente sentido
o dourado escorria e salgava
e o êxtase contorcia
e o corpo deitava
afundava, aliás
pesava como chumbo enquanto a alma leve...flutuava
cheia de torpor e gozo...
Desse eu sinto falta
Desse eu não desacostumo
Desse vale cada ahn e ai

Ah...desse...

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