segunda-feira, 19 de maio de 2014

Poemeto nº 27

Tal qual
seiva de pinhal
de casca melada
e rachada
solta e travada
rústico e rascante
marcante
acre e ácido
puro, in natura
tal qual a casca dura
com cheiro de tudo
cheiro de nada
cheiro de quase
quase nada
quase nenhum
quase tudo
Ânsia de aspirar
à espera de que entupa
à angústia de que exceda
o limite da contrição
desse quase
desse tudo
desse nenhum
desse não existe.
Haurir esse olor...oh dor...

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