sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Poemeto nº 38

E novamente tentando ser
descubro não o ser
e novamente tentando ter
descubro não o ter
e novamente tentando ...
descubro o não tentar...
o calar...
o esperar...
o não fazer...
até cômodo...
não sei se frutífero...
só insosso e ambíguo...
perto estar e tão longe se sentir.
Essa sou eu, tentando...

domingo, 27 de março de 2016

Poemeto nº 37

So, he cames
E entre escuro e molhado
Quente e vento
A permissão foi dada
E o fato engolido
E a vontade saciada
E a vontade aumentada
Tudo muito profundo, como sempre deve ser
Tudo muito quieto, como sempre deve ser
Tudo muito bom, como sempre deve ser
Mas em alguma ocasião, o tudo muda...e fica novo...
Em pé, sôfrego, guloso.
E o silêncio vira rosnado
E a delicadeza vira macheza, vira boca, vira escrutinhamento.
Cada detalhe tocado e sugado e conhecido novamente
Ah, quantas vezes esse toque foi sonhado...
Agora real, sem mensuras, sem limites, sem pudores e ao mesmo tempo entrelaçado, virado, quase contorcionista.
No branco se viam as mãos, o peito ofegante, o rosto contrito, a sede de volta...
No preto, se viam,o preenchimento, o arfar, a dobradura, o afã de volta...
Dedos perscrutando, achando e fazendo um corpo levitar apesar do peso...
Água, gosma, cuspe, gozo...tudo no fim misturado...
Dentro, fora, ao redor...
Mãos, bocas e ângulos...
Aquele triângulo imenso, másculo e pronto, lindo de se ver
Gozos enunciados e o achamento final...
Sem se importar com o tempo, hora, escuro ou claro.
Só o molhado, o bom, a magnificência desses momentos únicos...
Memoráveis

Bath...

Foi um dia de treino normal, um dia de suor normal e de tv normal, exceto por um convite...oh meu bem, vamos tomar um banho, tá calor...
daí em diante, o que aconteceria ...seria sem precedentes...
Água quentinha, sabonete deixando tudo escorregadio, tudo assim tão teso e dando vontade de pegar...
E foi exatamente assim, uma pegação, uma exploração, uma busca danada de boa , uns caminhos diferentes, umas posições estranhas e toda essa estranheza foi aumentando a sensação de toques e cheiros e vontades...
Depois foram mil dedos, mil línguas, mil gostos, e mais pegada... A água foi se misturando a espumas diversas...do sabonete, da saliva...e cada uma com seu gosto.
As línguas, antes quietas e comportadas foram se fundindo e experimentando mais e mais, boca pescoço, costas, pernas...
Até que ouviu-se um rosnar, no afã do momento, o primeiro passou despercebido, mas o segundo...ahhhh o segundo, foi assim no pé do ouvido e tão cheio de macheza que o gozo veio só dali..do ouvido...
A estranheza veio recheada de caminhos novos e ângulos novos...já no final, a vista do triângulo enorme acima da minha cabeça foi inebriante...que macho colossal...ali na minha mão e na minha boca também...que sensação...
Quando ele tomou o controle do ato não me importei ou me senti incompetente, apenas contemplei ...e fui premiada com uma das visões mais bonitas que já assisti... lindo, lindo...
Depois...sem comentários...mentira rsrs...foi bom, né?

quinta-feira, 10 de março de 2016

Não sei se ajuda...mas é assim que sinto

É um oco
Um vazio
Um talvez
Uma vontade...
Uma dor
Que não é no corpo
É um saber de algo
É uma parte minha
Uma parte sua
Que poderia ter sido
Um belo inteiro...
Só seu
Só meu
Só verdadeiramente...nosso
Quem sabe nessa
Quem sabe em outra vida
Quem sabe, não?
Uma alegria
Um alento
Um ponto no horizonte.
Só sei que ainda dói
Só sei que ainda ecoa
E amo saber que tem eco na outra parte...você