domingo, 27 de março de 2016

Poemeto nº 37

So, he cames
E entre escuro e molhado
Quente e vento
A permissão foi dada
E o fato engolido
E a vontade saciada
E a vontade aumentada
Tudo muito profundo, como sempre deve ser
Tudo muito quieto, como sempre deve ser
Tudo muito bom, como sempre deve ser
Mas em alguma ocasião, o tudo muda...e fica novo...
Em pé, sôfrego, guloso.
E o silêncio vira rosnado
E a delicadeza vira macheza, vira boca, vira escrutinhamento.
Cada detalhe tocado e sugado e conhecido novamente
Ah, quantas vezes esse toque foi sonhado...
Agora real, sem mensuras, sem limites, sem pudores e ao mesmo tempo entrelaçado, virado, quase contorcionista.
No branco se viam as mãos, o peito ofegante, o rosto contrito, a sede de volta...
No preto, se viam,o preenchimento, o arfar, a dobradura, o afã de volta...
Dedos perscrutando, achando e fazendo um corpo levitar apesar do peso...
Água, gosma, cuspe, gozo...tudo no fim misturado...
Dentro, fora, ao redor...
Mãos, bocas e ângulos...
Aquele triângulo imenso, másculo e pronto, lindo de se ver
Gozos enunciados e o achamento final...
Sem se importar com o tempo, hora, escuro ou claro.
Só o molhado, o bom, a magnificência desses momentos únicos...
Memoráveis

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